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gabriel _ Qué se eu?
Entrevista com Sandro Barros
30 de março de 2008

Sandro Barros, foi junto com Edmar Resende o fundador em 1988, oficialmente,da saudosa A.B.B.I, associação de bodyboarding de Ipanema. Berço de vários atletas de ponta no esporte. Trabalhando com esporte hoje em dia, com locução , pesca marítima, e fundador e fomentador da I.B.B.S,sua escolinha em Ipanema , entre a Farme de Amoêdo e Vinícius de Moraes.

Sandro ainda arruma tempo para fazer travessias a nado, e claro, surfar.


Sua prentensão com a marca L'ACQUA, do empresário do bodyboarding Fábio Tuffy, em trabalhar como representante, faz desse paranaense, um Bodyboarder de alma.

Nascido aonde?
Nascido no Paraná, e radicado aqui no Rio de Janeiro

Morador de que bairro?
Ipanema

Tempo de prática no bodyboarding?
Desde 83, ou seja 25 anos.

Sandro, descreva um pouco de você o que faz atualmente.

Atualmente divido meu tempo entre os eventos julgando ou fazendo locução e dando aula na minha escolinha de bodyboarding em Ipanema IBBS ( Ipanema Bodyboarding School )


Como conheceu o esporte?
Antes de pegar onda de bodyboarding eu já surfava, comecei a pegar onda de surf com aproximadamente 7 anos de idade, quando ia ajudar meu irmão mais velho a carregar a prancha de surf que naquela época eram bem maiores e mais pesadas, e aproveitava pra pegar umas ondas, e claro sempre comprava revistas especializadas e certa vez, em meados de 83 vendo uma revista de surf gringa, "Surfing magazine" havia nela uma matéria com umas 4 páginas falando sobre bodyboarding, e achei bem interessante essa nova modalidade(na época) de surfar as ondas, e já que eu também surfava ondas e competia de bodysurf( surf de peito ) logo me interessei em praticar, e nessa época além de pegar de surf, também consertava pranchas e aproveitei que tinha uma prancha quebrada, a desencapei, shapeie uma bodyboard usando como referência a revista e a fiz com quatro canaletas e comecei a treinar com ela, e cheguei até a competir com essa prancha de bodyboard de fibra de vidro. Foi assim que conheci e me iniciei no bodyboarding.

Desde quando participa na ativação do esporte( locução, escolinha, etc...)?
No bodyboarding, desde aproximadamente 86, quando eu organizava uns campeonatos locais no posto 8 de Ipanema(castelinho) em seguida, junto com o Edmar Rezende, criamos a ABBI(associação de bodyboarding de Ipanema) em seguida através da ABBI, criamos a 1º escolinha de bodyboarding do Brasil e possivelmente a 1º do mundo, já que não há registro de outra anterior, e acabei ficando cheio de funções no bodyboarding, organizava campeonato, julgava, fazia locução, dava aula e ainda competia, quando optei por abrir mão de competir 2 anos após virar profissional para trabalhar nos eventos e dar aula, hoje em dia continuo trabalhando nos eventos e tenho minha escolinha de bodyboarding em Ipanema( IBBS – Ipanema bodyboarding school )

Como você vê o bodyboarding hoje em dia?
Vejo como um esporte que está amadurecendo e aos poucos ganhando seu espaço na mídia e credibilidade com as empresas e prefeituras locais que estão dando significativo apoio ao esporte em algumas cidades do Brasl, hoje em dia vemos algumas delegações patrocinadas por prefeituras e espero que isso influencie as outras prefeituras que ainda não apóiam seus atletas e formem suas delegações para que possam representar suas cidades nos circuitos, e quem sabe formar um ranking entre as diversas cidades que apóiam o esporte.

Você já foi atleta, certo? O que acha que mudou para melhor e o que não evoluiu em nosso esporte?

Sim já fui atleta e ainda sou, ainda continuo pegando minhas ondas hehehe, comecei a competir desde a primeira geração do bodyboarding, caia nas baterias com o Kung, Xandinho, Cláudio Marques, Kiko Hebert, Billy(Marcos Portinari),Marcelo Madeira, Marcus Prado dentre outros da primeira geração do bodyboarding e de lá pra cá, não houve muitas mudanças significativas, mas o esporte tem evoluído, se profissionalizando, tanto os atletas quanto nas organizações dos eventos, o que ainda não mudou muito mas aos poucos vem mudando e tem que mudar para o esporte evoluir, é o amadurecimento dos atletas em apoiar mais os eventos, vestir a camisa do esporte e interagir mais com os organizadores, saber que não é fácil organizar eventos em algumas regiões do Brasil, tem que se bater em muitas portas para se conseguir alguma coisa para colocar um evento na praia, em algumas cidade há total apoio e incentivo das prefeituras e empresas, mas não é a realidade da maioria, aqui mesmo na cidade do Rio de Janeiro, que já sediou etapas do mundial de bodyboarding e os principais eventos do Brasil, se tem muita dificuldade de se realizar eventos por falta de apoio da prefeitura local e interesse das empresas que ganham dinheiro com nosso esporte.

Partindo da premissa que somos uma das nações de destaque no bodyboarding, o que acha que falta para as comissões técnicas em nosso país para evoluir no quesito " profissionalismo ?

Quanto as comissões técnicas posso fazer uma comparação como se fossem atletas, temos atletas desde iniciantes aos profissionais e não podemos generalizar as comissões técnicas como se fossem todas iguais, também existem comissões técnicas iniciantes e profissionais, acho que nenhum atleta tem como objetivo de errar as manobras e não buscar evoluir, assim também acredito que na maioria dos casos, nenhum juiz( árbitro ) tem a intenção de fazer um mal julgamento e não busquem com o tempo fazer o melhor trabalho possível, erros existem, assim como até o melhor atleta do mundo as vezes erra aquela manobra que ele domina como ninguém, não acredito que na maioria dos julgamentos quando exista algum erro, haja má fé dos árbitros, erros existem e vão sempre existir, e quando se pode corrigi-los isso é feito. E podem acreditar que hoje em dia as comissões técnicas "profissional" estão muito além das que na época em que eu competia, quando havia erros grotesco de haver diferença entre um árbitro computar 8 ondas minha e outro 5 sem contar as disparidades entre notas da mesmo onda entre um árbitro e outro.

Para você quem são os atletas que são dignos de receber o " cetro" da nossa majestade sr. Guilherme Tâmega?

É uma pergunta difícil de se responder, hoje em dia existem muitos atletas nivelados no status de altíssimo nível técnico no Brasil, temos alguns mais conhecidos como Uri Valadão e Luis Villar que fizeram a final do mundial em Santa Catarina e temos outros que ainda não entraram na mídia e que podem correr por fora e surpreender, nesse caso prefiro deixar essa responsabilidade ao próprio Guilherme, hehehe, lembro que lendo uma entrevista do Mike stewart, na década de 80, quando o Guilherme Tâmega ainda garoto, tava fazendo sua primeira temporada no Hawaii, e nessa entrevista houve essa mesma pergunta ao Mike de quem seria seu sucessor, o futuro campeão mundial, e o Mike respondeu que havia um brasileiro chamado Guilherme Tâmega e que ele seria seu sucessor, e sua previsão foi confirmada, então nada melhor que passar essa pergunta para o maior vencedor do circuito mundial, Guilherme Tâmega.

Acha que patrocínio em fundo de prancha e nome de atleta pesa em julgamento...pela sua experiência em campeonatos, de um modo geral? ( saia justa ! )

Isso acontece muito lá fora, quando fazem de tudo para que os brasileiros não avancem suas baterias, mas quanto aos circuitos em que trabalho não vejo essa influência de patrocínios nem de nome de atletas, apesar de haver reclamação quanto ao julgamento, o que é uma coisa comum em qualquer modalidade esportiva. Os principais circuitos são julgados por árbitros experientes que julgam a cor da camisa e seu desempenho e não o nome e nem patrocínios dos atletas, buscam a imparcialidade e são monitorados o tempo todo para que façam o melhor trabalho. Acho que todo atleta devia simular baterias entre eles nos treinamentos, assim saberiam o quanto é difícil julgar, e mesmo que entre eles julguem certo, pode ter certeza que vai haver reclamações entre eles.

Qual o ponto essêncial ao esporte, para mantermos vivos os números de praticantes, e as competições em torno do Rio de Janeiro especificamente?

O essencial tem como base a união, união entre atletas, organizadores, empresas e autoridades competentes das suas regiões, também haver um foco dos veículos de comunicação especializados no esporte, mostrando o que há de bom no esporte que haja mais qualidade nas matérias, que sejam positivas que essas matérias despertem interesse nas empresas em patrocinar essa nossa modalidade esportiva que é muito bem sucedida em se tratando do nível dos atletas e suas representatividade no cenário do mundo dos esportes, temos mais de 20 títulos mundiais, somos respeitados e até "temidos" pelos nossos adversários no mundo todo e é essa imagem que é verdadeira e positiva que temos que explorar e mostrar na mídia, os próprios atletas em suas entrevistas que vistam a camisa e elevem a imagem do bodyboarding, fazer o contrário disso é jogar contra o patrimônio e crescimento do esporte que praticam. E nenhuma empresa do mundo vai querer vincular sua imagem a qualquer atividade que não tenha uma imagem positiva na mídia, então tem que se investir no marketing positivo trabalhar a imagem do esporte usando toda suas boas qualidades para que se possa colher os frutos dessa semente sadia que é nosso esporte. Então só vai haver praticantes se houver competições e só vai haver competições se houver patrocínios e só vai haver patrocínios se houver interesses deles em vincular suas imagens ao esporte, pra isso a imagem do esporte tem que se adequar aos interesses deles.



Finalizando nossa entrevista, gostaria de saber de você, o que você acha legal, que a nova geração que esta competindo, saiba em relação aos precursores do esporte ?

Quero que saibam que os precursores foram verdadeiros aventureiros que se aventuraram e dispensaram seus tempos lutando pelo surgimento do bodyboarding no Brasil, carregaram nossa bandeira mundo afora, abrindo as portas e conquistando admiração e respeito em volta do mundo, que se hoje os bodyboarders brasileiros são admirados e respeitados pelos seus adversários isso é fruto desses aventureiros, a primeira presença de uma equipe de bodyboarding brasileira numa competição mundial em Pipeline, foi um cartão de visita muito bem recebido, o bom comportamento o bom astral o espírito de aventura e respeito por seus adversários foram essencial e deixaram a porta aberta para que novos aventureiros tivessem mais facilidade de entrar e ser bem recebidos, lembro da época em que esses aventureiros estiveram lá, Kung, Marcus Portinari(Billy), Kiko Hebert, Cláudio Marques, Marcos Salgado, Guto e Xandinho, estiveram lá e causaram essa boa impressão. Que os novos aventureiros continuem assim e que mantenham a porta sempre aberta.


Sandro Barros deixa seus contatos de trabalho:
tels: (21) 3281-8850 e (21) 8667-8850
sandroipanema@gmail.com

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Comentários

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Julio Monteiro - juliocrm2@msn.com - waterbury - EUA
Grande Sandro!!!! trabalhei em algumas fabricas de prancha como FASTER,KUNG e a minha fabrica SINGLE mas devo muito ao Sandro pois ele foi o cara que alavancou a minha vantade de fazer pranchas de bodyboard pois nunca vi tamanha determinacao e transparencia de carater pelo esporte. Sandro continua sendo esse cara, pois e uma grande personalidade do BB Brasileiro.

Nicholas Bastos - nicholas.bastos@hotmail.com - Rio de Janeiro
Sandro barros é idolo internacional, sem ele, o que seria dos campeonatos sem aquela velha e antiga contagem regreciva que só o sandro sabe fazer? (treiiiiissss, doooooiiiiiiisss, uuuaaaannnn boa sortiiiiiii ta valeeeeenduaaaa)

Gabriel Fonseca - bblagos@hotmail.com - ARARUAMA
Para mim....é uma reverência e agradecimento a um cara como Sandro Barros....pelo que fez e faz ao bodyboaridng carioca e nacional. abx

Victor Caetano - victor@saquabb.com.br - Saqua
Super entrevista, Sandro é o cara, um guerreiro, posso falar que todos que acreditam no bodyboarding, como eu, são guerreiros!

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rodape

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