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Bem galera, mais uma vez venho por aqui expor o que pensa um bodyboarder maduro, sobre o nosso querido esporte. Começo parabelizando a Renata Cavalleiro, bodyboarder de alma, pelo esforço descomunal, ao promover, organizar e competir no evento para meninas-mulheres que terminou hoje, no Rio de Janeiro. Sem os resultados nas mãos e sem ter comparecido, só me resta...parabelizar. Bem, voltando à nossa coluna, quero tocar ewm um ponto crucial, o que é "boa imagem" e "má imagem" para os bodyboarders? Por exemplo: Alguém acha que Uri Valadão é mal exemplo por ainda não ter achado seus melhores resultados em ondas de verdade? Ou dos "big waves fucking riders", do Rio e Niterói, não terem ainda uma representatividade competitiva dentro do circuito nacional, sendo que este é atualmente o mais importante da modalidade. Comparativos, vamos lá: Enquanto Uri se esmerilha e treina para as condições que são de competitividades e em algumas também estremas, quando o mar no Brasil permite...Os nossos "heróis de filmes extremos", também dão seu sangue, sua coluna e muita adrenalina, para obter as melhores imagens. Não, não que o bodyboarding atual não seja para tanto, mais a realidade de um circuito Brasileiro, para o bodyboarding nacional, é a de ondas e praias com público alvo e acesso irrestrito. Não estamos com o gabarito do surfe profissional ainda, para escolhermos quais são as praias ideais. Daí vem o nosso pecado maior, e a tentativa de acerto daqueles que comandam o bodyboarder nacional, e que na verdade nunca subiram em uma prancha. Veja bem meus amigos, não precisamos de salvadores da pátria, e sim de trabalho sério e profissional. Vejo mais ainda, se não fazemos o feijão com arroz bem apetitoso, como poderemos querer o filé no prato já? Numa boa, atitudes lamentáveis em filmes de bodyboarding como as de pegadinhas americanas, entre outras, não vão acresentar muito ao atleta, e dão mal exemplo para o amador que se reflete no profissional ali mostrado. Eu como patrocinador, nunca investiria em um atleta que no filme tá tomando cerveja, ao invés de dormir cedo e acordar de madruga para treinar. Quer ser free surfe, ok tudo bem...mais eu como patrocinador de bodyboarding, quero ver o atleta com resultados somente...positivos de preferência. Não digo que botar para baixo em um mar entrando de ressaca, não seja atitude, mais daí transformar isso em "boa imagem"...esta pouco para dentro de uma visão de "resultados", repito. Primeiro o feijão com o arroz, depois o filé! Quando vejo o que vi na água hoje pela manhã, fico orgulhoso de mim e daqueles que me complementam e ajudam o BBlagos a virar realidade. Mais de 30 atletas, crowdeando numa boa e treinando, na praia Brava de Arraial. Ondas pequenas mais com força e bem tubulares, além de um cenário sem palavras,e muito amistosidade dentro e fora dágua. Bem, quero que continue a energia a mover o esporte e que essa energia possa cada vez mais trazer mais atletas para a competição, transformando quem sabe em um dia feliz para todos nós, o bodyboarding em um esporte definitivamente profissional. Ah, e prometo mais fotos nesta coluna. abraços e bons todos !
Gabriel Fonseca
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